Em ano eleitoral, governo quer destravar obras do Minha Casa Minha Vida e acelerar entregas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer fará um esforço para entregar e destravar neste ano obras do Minha Casa Minha Vida, disse nesta segunda-feira o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que estima que cerca de 145 mil unidades serão entregues ou terão as obras retomadas neste ano eleitoral.

Baldy , que participou de uma reunião nesta segunda com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e prefeitos da baixada fluminense para tratar de obras que irão atender uma obra do programa habitacional na região metropolitana, disse após o encontro que a meta do governo é entregar 75 mil unidades habitacionais e retomar ainda neste ano as obras de outras 70 mil unidades que estão paradas.

“Estamos fazendo uma força-tarefa para que a gente possa não só garantir a construção do Minha Casa Minha Vida em todo país, como também conseguir retomar obras paralisadas”, disse Baldy a jornalistas.

O ministro afirmou que o orçamento do Ministério das Cidades neste ano é de 70 bilhões de reais para o Minha Casa Minha Vida, e que a perspectiva é que essas 75 mil unidades possam ser entregues no primeiro trimestre desse ano.

Ao ser questionado sobre se a celeridade do governo nas entregas e o grande volume de apartamentos disponibilizados teria relação com as eleições deste ano, Baldy negou que o projeto tenha uma caráter eleitoral.

“O Minha Casa Minha Vida tem duas essencialidades: gerar emprego e transformar o sonho da moradia em realidade”, disse ele. “Não (estamos pisando no acelerador). O governo vem há muito tempo trabalhando duro e elegendo os programas sociais como sua prioridade.”

Ele frisou que muitas dessas 70 mil unidades que serão retomadas neste ano, nem todas serão entregues ainda em 2018.

O ministro não revelou os números de entregas realizadas em 2017, mas adiantou que os previstos para este ano serão melhores que os do ano passado.

Por: Rodrigo Viga Gaier
Fonte: Reuters